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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
A comunicação de dados mais popular do mundo
Meio de comunicação de dados mais popular do mundo, mensagens de texto via celular perdem a importância com a web móvel, mas ainda são a porta de entrada para o digital
As mensagens de texto SMS são o meio de comunicação de dados mais popular do mundo, com 79% dos 5,3 bilhões de donos de celulares atualmente usando o serviço.
O parágrafo acima, que apresenta um recente dado da União Internacional de Telecomunicações, tem exatamente 160 caracteres, o máximo comportado por uma mensagem do Serviço de Mensagens Curtas (SMS) e que foi, durante muito tempo, tudo que podia ser enviado de um celular para o outro.
Hoje, a maioria dos aparelhos já divide e recombina a mensagem com letrinhas excedentes, sem que o usuário precise se preocupar com isso. A qualidade do aparelho e da rede disponível também não precisam ser pontos de preocupação: os celulares menos espertinhos e redes 2G já são suficientes para que as SMS sejam enviadas e recebidas.
A facilidade de uso aliada às diversas funções que uma mensagem de texto pode cumprir – marcar um passeio com amigos, fazer denúncias, atualizar redes sociais – tornaram as SMS uma importante peça no cenário das telecomunicações mundiais.
Federico Casalegno, diretor do Laboratório de Experiências Móveis do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), chama atenção para o fato de que essas mensagens são porta de entrada para o mundo digital para populações com baixíssimos índices de conexão e, ao mesmo tempo, um serviço amplamente usado por comunidades altamente conectadas e com acesso a diversas plataformas online.
Até mesmo aqueles que têm smartphone são adeptos. Segundo o instituto Pew Internet, 92% dos usuários usaram mensagens SMS em 2010, contra 84% que acessaram a web pelo aparelho.
Foi então que, este mês, Apple e Samsung, dois grandes players do mercado de smartphones e tablets, resolveram apostar em uma área onde há tempos a Research in Motion (RIM), fabricante do BlackBerry, e alguns desenvolvedores independentes já haviam se metido: mensagens de texto gratuitas via internet. A californiana lançou o iMessage e a sul-coreana, o ChatON.
A chegada das duas marcas ao setor demonstra um movimento que o mundo todo já começou a sentir: a web móvel está passando a oferecer serviços que antes apenas as operadoras de telefonia móvel podiam prover. A compra do Skype pela Microsoft é mais um bom exemplo desta tendência – com o serviço, gratuito, usa-se a banda larga e não o pacote de voz para se fazer o que há de mais natural com um telefone celular: ligar para alguém.
Se, agora, a internet móvel se consolida grande provedora de serviços de mensagens, o sistema de SMS já fez, e ainda faz, o papel de conectar populações. Na falta de aplicativos, mensagens são usadas em diversos países para acessar informações sobre saúde, combater a corrupção, fazer downloads e acessar serviços de bancos.
Mas, na opinião de Gerd Leonhard, estudioso do futuro das mídias digitais, a tendência é que a importância do SMS enquanto tipo de tecnologia caia. Muito. E muito rápido – algo em torno de dois ou três anos em países onde a penetração da banda larga móvel já é alta. Na maioria restante, esse processo também vai acontecer, mas vai levar mais tempo – aproximadamente cinco anos. “As coisas já não são como antes. As SMS estão aguentando firme, mas em dois anos as operadoras verão uma queda muito forte na receita gerada por elas”, diz.
De 2009 para cá, segundo Samuel Rodrigues, analista de telecomunicações da IDC, houve um crescimento, ainda que não linear, no uso das mensagens SMS no Brasil. No mesmo período, também houve um forte aumento no acesso móvel à web: se no segundo trimestre deste ano tínhamos 2 milhões de pacotes de dados comprados, a expectativa é que até o final do ano esse número tenha dobrado.
Flávio Ferreira, gerente de marketing da Tim, operadora que possui planos ilimitados de mesmo preço tanto para internet móvel como para mensagens de texto (veja quadro com planos das operadoras na pág. 2), acredita que ainda existe espaço para o SMS crescer no Brasil, uma vez que o uso da internet para funções de voz e mensagens ainda é uma ferramenta de nicho no País.
Complementar. A tendência, diz Leonhard, é que as plataformas convivam e se complementem ainda por alguns anos. Rodrigues também aposta nisso e acrescenta que, no Brasil, “a internet móvel ainda não é um inibidor ou uma ameaça ferrenha ao SMS. Em 2012, ela vai começar a incomodar bastante, mas ainda serão tecnologias complementares. E as operadoras brasileiras estão cientes dessa mudança de demanda e estão se preparando”.
Dentro de comunidades muito conectadas, as SMS acumulam uma função muito específica: continuar e integrar conversas começadas em outros ambientes, como um chat online, por exemplo. Quem ressalta esse comportamento é Vidya Setlur, responsável por uma pesquisa feita pelo Nokia Research Lab que analisou os padrões comportamentais e o conteúdo das mais de 53 mil mensagens enviadas por 70 universitários norte-americanos monitorados durante quatro meses.
Tanto Leonhard quanto Setlur acreditam que o futuro das mensagens de texto – e de outras formas de compartilhamento multimídia – será o de serviços mais integrados, com interfaces onde não importe por qual meio a mensagem é enviada. A ideia é que os usuários se preocupem menos com a tecnologia usada e tenham mais facilidade para escolher, na hora do envio, o melhor canal a ser utilizado, ficando mais fácil gerir conversas entre diversas plataformas.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Anatel reduz tarifas de ligação para celular
As operadoras deixarão de arrecadar até R$ 4 bilhões com a redução gradual dos preços
SÃO PAULO – As chamadas de telefones fixos para celulares e entre celulares de operadoras diferentes devem ficar 25% mais baratas em três anos.
A queda nos preços é consequência de decisão inédita da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que aprovou um regulamento que determina a redução gradativa da tarifa de interconexão, uma espécie de pedágio que as empresas pagam pelo uso das redes das operadoras de telefonia móvel.
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que antecipou à Agência Estado as medidas antes do anúncio oficial da Anatel, disse que o valor da tarifa, que atualmente é de R$ 0,42, cairá para R$ 0,30 no período.
As operadoras deixarão de arrecadar até R$ 4 bilhões com a redução gradual da tarifa. As empresas que mais perderão receita são aquelas que recebem chamadas de telefones fixos.
“Acho que as empresas não vão ter queda de receita. Como as ligações vão ficar mais baratas, as pessoas vão falar mais e as empresas vão receber mais”, ressaltou Bernardo.
O ministro lembrou que, na França, a tarifa de interconexão é de apenas 0,02 euro, o que representaria cerca de R$ 0,05 no Brasil. Bernardo ponderou, porém, que uma redução drástica nesses moldes não poderia ser feita no mercado brasileiro para não inviabilizar o negócio das empresas. Por essa razão, a queda no preço da interconexão ocorrerá de forma gradativa.
Depois dos três anos de vigência do regulamento, a tendência é que a tarifa de interconexão continue caindo. Isso porque, segundo o ministro, será implantado pela Anatel um modelo que apurará o custo real que as empresas têm pelo uso das redes.
Como a tarifa de interconexão – conhecida tecnicamente como VU-M – só incide sobre chamadas de voz, Bernardo acredita que as empresas vão estimular o uso de serviços de dados, sobretudo internet. Outra tendência, segundo o ministro, é que percam um pouco de força as promoções das operadoras voltadas somente para chamadas dentro da própria rede.
Maximiliano Martinhão, secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, disse que a redução da tarifa de interconexão é um “golaço” para os consumidores. Ele explicou que a queda nos preços da tarifa são obrigatórias somente para as ligações de telefone fixo – que é um serviço prestado em regime público – para celular, mas a redução deve ocorrer na mesma escala nas ligações entre celulares.
Lucro líquido da BRF sobe 73% no terceiro trimestre
Suzana Inhesta, da Agência Estado
SÃO PAULO - A BRF Brasil Foods registrou lucro líquido de R$ 365 milhões no terceiro trimestre do ano, alta de 73% ante os R$ 211 milhões registrados no mesmo período de 2010. A receita líquida cresceu 10%, para R$ 6,292 bilhões, ante R$ 5,702 bilhões de julho a setembro de 2010.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) atingiu R$ 723 milhões no terceiro trimestre, alta de 17% ante os R$ 617 milhões apurados no mesmo período do ano passado. A margem Ebitda registrou avanço de 0,7 ponto porcentual, para 11,5%.
No acumulado do ano até setembro, o lucro líquido da companhia somou R$ 1,246 bilhão, incremento de 181%, quando comparado aos R$ 444 milhões em igual intervalo de 2010. A receita líquida aumentou 14%, passando de R$ 18,687 bilhões.
O Ebitda do período totalizou R$ 2,325 bilhões de janeiro a setembro, alta de 39%. A margem Ebitda ficou em 12,5% ante 10,3% do mesmo período de 2010. Segundo a companhia, os bons resultados foram proporcionados pelo desempenho operacional, especialmente nos negócios de carne e reforçado pela captura de sinergias.
A empresa explica também que o resultado superou o cenário desafiante de câmbio e os custos elevados das principais matérias-primas, que pressionaram as margens do trimestre.
No terceiro trimestre, os investimentos somaram R$ 252,6 milhões, divididos em 61,4% para projetos de produtividade, melhorias e automação e 32,6% a novos projetos.
Mercado Interno
A receita com vendas no mercado interno da BRF totalizou R$ 3,824 bilhões no mesmo período. O resultado foi 14% maior do que a cifra de R$ 3,364 bilhões obtida nos meses de julho a setembro de 2010.
Já as exportações da companhia somaram R$ 2,468 bilhões, aumento de 6%, com relação aos R$ 2,338 bilhões comercializados no exterior no terceiro trimestre de 2010. O desempenho dos mercados do extremo Oriente, Europa, Oriente Médio e Américas amenizaram as perdas geradas pelo embargo russo a alguns frigoríficos brasileiros. Na maior parte do trimestre, o câmbio afetou a competitividade dos produtos vendidos no exterior.
No acumulado do ano até setembro, a receita com comercialização de produtos no mercado doméstico foi de R$ 11,116 bilhões, alta de 17% ante os R$ 9,509 bilhões do mesmo intervalo do ano passado. As exportações do período somaram R$ 7,491 bilhões, aumento de 11% de janeiro a setembro de 2010.
Sinergias
Segundo o vice-presidente de Financeiro e de Relações com Investidores da BRF Brasil Foods, Leopoldo Saboya, a empresa revisou o guidance dos ganhos de sinergia com a fusão com a Sadia, aprovada, com restrições, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 13 de julho. Antes, o guidance era de uma captura de R$ 500 milhões anuais, que seria conseguidos integralmente a partir de 2012. "Agora, a empresa tem o objetivo de capturar sinergias líquidas antes dos impostos de R$ 1 bilhão por ano entre 2012 e 2013 e estabilizar nesse patamar desse período em diante", explicou o executivo, em coletiva de imprensa com jornalistas.
Segundo ele, para alcançar esse valor, a BRF vai precisar aportar, no total, R$ 700 milhões em investimentos que serão feitos entre 2011 a 2013. "Antes, a gente não tinha todas as informações da Sadia. Após a aprovação da fusão, tivemos acesso a novas informações e vimos oportunidades de outros ganhos", ressaltou Saboya, que informou que os recursos serão destinados em melhorias, sem contar aquisições.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Sony compra por € 1 bi parte da Ericsson na joint venture
Renan Carreira, da Agência Estado
ESTOCOLMO - A Sony informou nesta quinta-feira, 27, que vai comprar, por 1,05 bilhão de euros, os 50% de participação da Ericsson na joint venture de celulares firmada em 2001. A medida visa a fortalecer a presença da companhia japonesa no setor de dispositivos móveis. A aquisição deve ser concluída em janeiro. A transação inclui um acordo de licenciamento cruzado de patente entre a Sony e a Ericsson. A companhia japonesa tomará conta de cinco "patentes cruciais" da Ericsson.
O acordo entre as duas companhias era bastante aguardado após uma reportagem do jornal The Wall Street Journal alegar, no início deste mês, que elas estavam discutindo a futura proprietária da joint venture.
A Ericsson disse que o mercado de celulares mudou o foco de telefones móveis simples para smartphones com recursos de computação avançados e não vê sinergias em ter tanto um portfólio de tecnologia de rede quanto uma operação de celulares. Já a Sony tem os smartphones como parte essencial de seu negócio. O segmento poderia acelerar a estratégia da companhia em conectar seus aparelhos portáteis com uma rede online de música, vídeos e games, assim como a rival Apple faz.
Falando em uma conferência à imprensa após o anúncio da compra, o presidente da Sony, Howard Stringer, disse que "a Sony Ericsson é a última peça no nosso quebra-cabeça estratégico". Ele acrescentou que ela vai mudar sua marca por causa da aquisição. De acordo com a consultoria Gartner, o market share global da Sony Ericsson era de 1,7% no segundo trimestre deste ano, abaixo dos 3% registrados no mesmo período de 2010. As informações são da Dow Jones.
Tecnologia ‘rouba’ cada vez mais empregos
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Tecnologia ‘rouba’ cada vez mais empregos
Estudo de professores do MIT mostra que muitos trabalhadores estão perdendo a corrida contra as máquinas
Assine a Newsletter The New York Times
A crise econômica explica em grande parte a escassez de empregos nos EUA, mas a tecnologia cada vez mais avançada amplificou dramaticamente o impacto, mais do que é possível perceber, segundo dois pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT).
A crescente automação do trabalho outrora realizado por seres humanos é o tema central do livro eletrônico Race Against the Machine. "Em poucas palavras, muitos trabalhadores estão perdendo a corrida contra a máquina", afirmam os autores.
Os autores, Erik Brynjolfsson, economista e diretor do Centro de Negócios Digitais do MIT, e Andrew P. McAfee, diretor associado e chefe da equipe de cientistas do centro dedicados à pesquisa, são dois dos principais especialistas da nação em tecnologia e produtividade. O tom de alarme é o ponto de partida para os dois cientistas, cuja pesquisa anterior se concentrava principalmente nos benefícios da tecnologia avançada.
Na realidade, originalmente eles pretendiam escrever um livro intitulado The Digital Frontier, sobre a "cornucópia de inovações que estão ocorrendo", disse McAfee. Mas, como a situação do desemprego não melhorou nos dois últimos anos, os autores mudaram seu objetivo e resolveram examinar o papel da tecnologia na melhoria da situação dos desempregados.
Novas funções
Eles não são os únicos a destacar, nos últimos tempos, o desaparecimento do emprego por causa da tecnologia. Na edição atual do McKinsey Quarterly, W. Brian Arthur, professor convidado no Santa Fé Institute no Novo México, adverte que a tecnologia está rapidamente assumindo funções no setor de serviços, depois da onda de automação no trabalho agrícola e industrial. "Esse último repositório de empregos está encolhendo - no futuro, será muito menor o número de funcionários de nível executivo que desempenharão funções nas empresas - e aí está o problema", escreve Arthur.
A tecnologia sempre roubou trabalho e empregos. Ao longo dos anos, muitos especialistas advertiram - equivocadamente - que as máquinas estavam deixando os seres humanos para trás. Em 1930, o economista John Maynard Keynes alertou a respeito de uma "nova doença", que ele chamou de "desemprego tecnológico".
Mas Brynjolfsson e McAfee argumentam que o ritmo da automação acelerou nos últimos anos por uma combinação de várias tecnologias, como a robótica, máquinas controladas numericamente, reconhecimento de voz e comércio online. (Steve Lohr)
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Mundial da Fifa será transmitido em 211 países. Campeão receberá R$ 8,5 mi
Robson Morelli - estadão.com.br
SÃO PAULO - O Mundial de Clubes da Fifa, que tem tudo para colocar frente a frente o Barcelona, de Messi, e o Santos, de Neymar, será transmitido para 211 países, superando a edição anterior que teve como protagonistas o Internacional e a Inter de Milão.
Veja também:
Europeus colocam Neymar na briga pelo prêmio de melhor do mundo da Fifa
ESPECIAL - Pepe, ex-Santos, elege o jogo de sua vida
Henrique não quer folga no Santos até fim do Brasileirão
Helvio Romero/AE - 19/8/2011Santos, de Neymar, embarca dia 5 de dezembro
Em 2010, o torneio foi visto em 202 nações diferentes. A previsão era que chegasse neste ano a 215 países. A Rede Globo/SporTV negocia os direitos.
A Fifa informou em seu congresso da semana passada que não há mais ingressos disponíveis para a semifinal envolvendo o clube espanhol. Para o jogo do Santos, outra semifinal do Mundial da Fifa, ainda restam algumas poucas entradas. A final, marcada para o dia 18 de dezembro, em Yokohama, também já tem lotação máxima garantida.
No evento de Zurique, em que o Estádio do Corinthians foi anunciado como palco da abertura da Copa de 2104, Joseph Blatter também faria o direcionamento dos confrontos das quartas de final para a semifinal, mas não fez a pedido dos patrocinadores japoneses, que pediram para realizar o evento já no país que vai sediar a competição. Ficou decidido que será dia 17 de novembro, em Nagoya, Japão. Existe a possibilidade, não confirmada, da participação de Pelé.
Um dos representantes do Brasil na Fifa para tratar do assunto é o ex-presidente do Santos, Marcelo Teixeira, que voltou da Suíça semana passada. O dirigente se disse impressionado com a popularidade de Neymar na Europa. "É notória sua popularidade mesmo somente tendo jogado no Brasil. Eu já sabia que ele seria indicado para o prêmio dos melhores das Fifa", disse Teixeira. "Neymar divide a publicidade do Mundial da Fifa com o já consagrado Messi, do Barcelona.
PREMIAÇÃO
Todos os clubes participantes serão premiados. Ninguém sai de mãos vazias. A Fifa anunciou rateio de US$ 16,5 milhões (R$ 28 milhões). A fatia mais gorda ficará com os três primeiros colocados. O campeão embolsará US$ 5 milhões (R$ 8,5 milhões). O vice, US$ 4 milhões (R$ 6,8 milhões). E o terceiro colocado, US$ 2,5 milhões (R$ 4,2 milhões).
O Santos deixa o Brasil dia 5 de dezembro para fazer sua estreia no Mundial dia 14. Jogará em Toyota City. Se passar, faz a final em Yokohama. O Barcelona encara seu primeiro rival dia 15 no mesmo local da grande final, marcada para dia 18. Os japoneses estão animados de receber mais uma vez a disputa. A edição de 2012 também será no país. Depois disso, para os eventos de 2013/14, a Fifa ainda não decidiu o país-sede. África do Sul, Emirados Árabes e Irã desistiram de se candidatar para receber o campeonato. Marrocos é o único anfitrião disposto.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Mudanças na remuneração da poupança preocupam especialistas
Ricardo Leopoldo, da Agência Estado
SÃO PAULO - Economistas apontam que duas questões importantes deverão ser consideradas pelo governo caso decida alterar a remuneração da caderneta de poupança com base em 80% da Selic, mantendo a Taxa Referencial, a TR.
Uma delas é a definição do tamanho do redutor da Selic, que pode tornar a poupança mais atrativa que fundos de investimento. Outra questão é separar os recursos das novas cadernetas de poupança para o funding do setor de habitação, pois hoje a Caixa capta a 6% mais TR, enquanto empresta os recursos entre uma faixa que vai de 8% a 11,5%, mais TR.
O governo pretende encaminhar ao Congresso Nacional, no primeiro trimestre de 2012, um projeto de lei com as novas regras para o rendimento da caderneta de poupança, informa o jornal Valor Econômico em sua edição de hoje, mencionando uma "fonte graduada" do governo. A proposta mais factível é a substituição dos juros fixos de 0,5% ao mês (6,16% ao ano) por um redutor de 20% da Selic mais a Taxa Referencial (TR), que não será extinta.
Em 2009, o governo chegou a discutir alterações nas normas de indexação da caderneta, que, naquele momento, com a taxa Selic em queda, ameaçava retirar a atratividade dos fundos de investimentos. Agora, com a perspectiva de um ciclo de cortes mais intenso dos juros, a incompatibilidade entre a indexação na poupança e o corte da taxa Selic se recoloca.
Queda da Selic
Na avaliação do economista-chefe do Santander, Maurício Molan, caso a Selic caia para 8% ao ano, isto se o Poder Executivo adotar um redutor de 20%, a remuneração da poupança ficaria em 6,4%, mais a TR, que poderia ficar próxima a 7,5%. "Hoje, contudo, um fundo de investimento vinculado ao CDI rende perto de 6,5% ao ano", disse. "Talvez fosse oportuno que o governo determinasse um redutor maior, a fim de evitar qualquer tipo de movimento indesejado de migração de recursos de fundos para a poupança", destacou.
Para o economista e sócio da MCM consultores, Antônio Madeira, caso o governo implementasse a nova remuneração da poupança com base na Selic seria importante separar as cadernetas antigas das novas. A medida é importante, pois tem implicações para o funding de R$ 168 bilhões do setor habitacional do País, baseado na remuneração atual da poupança. As novas cadernetas passariam a ter o rendimento relativo à Selic, com seu redutor de 20%, mais a variação da TR.
"Uma medida como essa seria muito importante para evitar problemas de descasamento de gestão de recursos, administrado pela Caixa, para a habitação. Isso seria necessário porque o banco estatal é responsável por um volume expressivo de dinheiro destinado à habitação, que tem regras de captação e de empréstimos já estabelecidas e funcionando há um bom tempo", disse
Crescimento do turismo atenua crise na Europa
De Paris para a BBC Brasil
O crescimento do turismo na Europa está contribuindo para atenuar os efeitos da crise econômica no continente, principalmente nos países mais afetados, como Grécia, Espanha, Portugal e Itália.
"Em vários países europeus, é o consumo externo, dos turistas, que ajuda a compensar a falta de demanda interna, provocada pela crise", disse à BBC Brasil Sandra Carvão, diretora de comunicação da Organização Mundial do Turismo (OMT).
A contribuição da atividade turística para o desenvolvimento econômico é o tema da reunião, nesta terça-feira, em Paris, de ministros do Turismo do G20, grupo que reúne as economias avançadas e principais emergentes, entre elas o Brasil.
"O turismo internacional funciona como uma atividade de exportação, permitindo a entrada rápida de divisas, e ajuda a atenuar os déficits da balança de pagamentos", afirma a porta-voz.
Peso do turismo
O turismo tem um peso importante na economia de vários países europeus. Na França, país mais visitado do mundo, segundo a OMT, a atividade representa entre 6% e 7% do PIB, o "equivalente da indústria automobilística", segundo o governo.
Em Portugal, o turismo totaliza cerca de 11% do PIB. Na Grécia, ele representa 16% do PIB e é um setor estratégico para uma economia em agonia. Por este motivo, o governo grego declarou que aposta nesta atividade neste ano para tentar tirar o país da recessão.
Segundo dados da OMT, divulgados neste mês de outubro, o turismo na Grécia cresceu 13,9% nos primeiros oito meses de 2011 na comparação com o mesmo período do ano passado.
Na Espanha, quarto país mais visitado do mundo, o fluxo de turistas estrangeiros já cresceu 7,8% em 2011. Em agosto, alta temporada de verão, o aumento no número de visitantes foi de 9,4%.
Em Portugal, outro país fortemente afetado pela crise das dívidas soberanas na Europa, o número de turistas internacionais cresceu 11,2%. Na Itália, o crescimento foi de 5,8%.
Na Europa em geral, o aumento do número de turistas é de 6% neste ano, segundo a OMT. A região em que o turismo mais cresceu no período foi a América do Sul, que registrou um aumento de 13,2%.
Gastos dos Brics
Há diferentes fatores que explicam o crescimento das viagens na Europa. O primeiro é o fato de que turistas de países europeus como a Alemanha passaram a viajar mais em 2011 na comparação com 2010. Os alemães são os turistas que mais gastaram no mundo neste ano, segundo a OMT.
O segundo fator são os protestos em países árabes como a Tunísia e o Egito, que atraem tradicionalmente os turistas europeus, além de temores em relação ao Marrocos, onde ocorreu um atentado a bomba em abril passado.
De acordo com a OMT, 80% dos turistas que visitam países europeus são originários do próprio continente. Os emergentes têm uma participação no crescimento do turismo na Europa, mas a proporção desses visitantes no fluxo de entradas é bem mais limitada do que a dos europeus.
Os turistas de países emergentes, no entanto, não medem gastos nas viagens e se tornaram uma clientela alvo do setor em países como a França.
As despesas de turistas brasileiros no exterior aumentaram neste ano 44,2%, atingindo US$ 16,4 bilhões, segundo a OMT.
Os gastos de turistas chineses cresceram 30,2% e, dos russos, 21% em 2011.
"A clientela de países como o Brasil, Rússia, China e Índia é muito importante para o turismo francês. Os gastos individuais desses turistas são bem superiores e a estada no país é mais longa do que a dos europeus", disse à BBC Brasil uma fonte do ministério do Turismo da França.
Estímulo ao turismo
Para estimular o turismo, o governo francês começou a implantar neste ano um sistema para melhorar as informações para os estrangeiros nos aeroportos e transportes e também para agilizar a passagem nas fronteiras.
Segundo a porta-voz da OMT, as limitações em termos de orçamento público na Europa podem levar os governos a rever estratégias de promoção do turismo no exterior.
"Se há menos recursos para campanhas, os ministérios vão apostar nos países onde as pessoas viajam mais ao exterior", diz ela, incluindo os emergentes na lista de prioridades.
Países mais visitados em 2011
1. França - 76,8 milhões
2. EUA - 59,8 milhões
3. China - 55,7 milhões
4. Espanha - 52,7 milhões
5. Itália - 43,6 milhões
6. Grã-Bretanha - 28,1 milhões
7. Turquia - 27 milhões
8. Alemanha - 26,9 milhões
9. Malásia - 24,6 milhões
10. México - 22,3 milhões
44. Brasil - 5,2 milhões
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Tecnologia é trunfo do Acampa Sampa
Agência Estado
SÃO PAULO - Os integrantes do movimento Acampa Sampa não participaram da manifestação no Vale do Anhangabaú das Diretas Já, em 1984. Mas, quase 30 anos depois, escolheram o mesmo palco para protestar. Agora, as reclamações beiram os extremos. Pedem desde a renúncia do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, até o fim do capitalismo.
Desde 15 de outubro, 70 pessoas - jovens na maioria - estão acampadas debaixo do viaduto do Chá, no centro de São Paulo. O movimento é inspirado em protestos internacionais, como o Occupy Wall Street, dos Estados Unidos, e foi realizado simultaneamente em 82 países. "Aqui estão vários movimentos, mas todos convergem para um só", afirma o historiador Leandro Cruz, de 29 anos, integrante da Comissão de Comunicação.
Diferente também é o processo de mobilização. Ao contrário das Diretas Já, não há grandes comícios nem apoio de políticos, artistas e intelectuais. A força do movimento está no uso da tecnologia. Quatro computadores alimentam as redes sociais sobre os últimos fatos e os próximos passos do Acampa Sampa.
Na página do movimento no Facebook, cerca de 1,5 mil internautas se juntaram virtualmente ao grupo. O número é bem maior do que as 180 pessoas que, em média, participam das manifestações presenciais como a que ocorreu em frente ao Fórum João Mendes, na quarta-feira.
O Acampa Sampa se classifica como apartidário. Para provar que não há influência ideológica, na pequena biblioteca há obras que vão de Karl Marx a Adam Smith. Integrantes do PSOL e do PSTU tentaram liderar o Acampa Sampa, mas a possibilidade foi rejeitada em assembleia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Volks anuncia investimento de R$ 2 bi em unidade do RJ
Silvana Mautone, da Agência Estado
SÃO PAULO - A Volkswagen investirá R$ 2 bilhões na sua unidade em Resende, no Rio de Janeiro. Os recursos seriam usados para duplicar a produção da empresa, que fabrica no local caminhões e ônibus em parceria com a MAN. O anúncio do investimento está marcado para hoje, em Brasília. A unidade de Resende foi inaugurada em novembro de 1996 e desde então já produziu mais de 500 mil veículos.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o vice, Luiz Fernando Pezão, participarão do anúncio. Ambos têm hoje encontro com a presidente Dilma Rousseff para discutir o projeto que redistribui os royalties do petróleo, aprovado pelo Senado. Sérgio Cabral estima em cerca de R$ 3 bilhões por ano as perdas do Estado em função da nova distribuição.
Microsoft lançará celulares Mango
Celulares Nokia, Samsung e HTC com a nova versão do Windows Phone serão anunciados nas próximas semanas
HONG KONG - A Microsoft anunciou nesta quinta-feira, 20, que lançará celulares acionados pelo software Mango – como é chamada a última versão do sistema operacional da empresa o Windows Phone – em parceria com fabricantes como Nokia, Samsung Electronics e HTC em algumas semanas.
O setor de smartphones está sob o domínio dos celulares Apple e Android, que juntos respondem por cerca de metade das vendas totais, e a Microsoft vem reagindo com lentidão à popularidade rapidamente ascendente desses aparelhos.
No entanto, alguns analistas afirmam que a companhia ainda tem tempo para recuperar o atraso, especialmente diante das incertezas geradas entre os fabricantes de celulares depois que o Google anunciou a aquisição da Motorola Mobility, o que causou preocupações de que a companhia possa, no futuro, produzir celulares por conta própria.
“Os fabricantes de celulares andam nervosos quanto ao que o Google está fazendo. Qualquer empresa que inverta sua posição e passe a ser um concorrente é motivo de preocupação,” disse o presidente da divisão de celulares Windows da Microsoft, Andrew Lees, em entrevista à Reuters nesta quinta-feira, em Hong Kong.
A Research in Motion, fabricante do BlackBerry, recentemente sofreu uma paralisação em sua rede e isso também pode beneficiar concorrentes como a Microsoft, segundo analistas.
A Microsoft vê Estados Unidos, Europa e China como principais mercados para seu novo sistema operacional Mango.
“Com a queda nos preços dos aparelhos, os mercados emergentes se tornaram uma imensa oportunidade, mas os mercados existentes na Europa e nos Estados Unidos interessam da mesma forma, porque, com a queda dos preços, mais gente ingressará no mercado de celulares inteligentes,” disse Lees.
Analistas do grupo de pesquisas IDC calculam que a fatia de mercado do Android deva subir a mais de 40% este ano, ante pouco mais de 20% em 2010, enquanto o iOS da Apple deverá crescer para mais de 20% do mercado, contra 15% em 2010.
/ Lee Chyen Yee e Jonathan Gordon (REUTERS)
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Pesquisa mostra que 46% aprovam celular como cartão de crédito
Aline Bronzati, da Agência Estado
SÃO PAULO - O uso do celular como cartão de crédito deve ganhar força e pode substituir o plástico em breve. Embora 46% dos usuários bancarizados desconheçam os diferentes serviços de banco pelo celular (mobile banking) e pagamento móvel (mobile payment), essa mesma parcela de entrevistados avalia de maneira positiva a utilização do celular como cartão de crédito. "O grau de desconhecimento é alto e há espaço para melhorar a comunicação sobre essas opções", reforça a 9ª edição da pesquisa Mavam Brasil (Monitor Acision de Valor Adicionado Móvel), divulgada pela empresa Acision.
Por ora, o serviço mais conhecido para clientes bancários é o alerta de transações de compras com o cartão de crédito (24%) via SMS. Além disso, são ainda poucos os estabelecimentos que aceitam o telefone móvel no lugar do cartão de crédito. Mas esse cenário tende a mudar. Cada vez mais bancos unem-se a operadoras de telefonia na tentativa de popularizar o pagamento com o plástico via celular. Recentemente, Banco do Brasil e Oi lançaram um cartão de crédito que poderá ser utilizado como cartão tradicional, inicialmente com a bandeira Mastercard, ou via celular Oi.
Porém, o uso do mobile banking via celular ainda é bastante tímido. Conforme a pesquisa, 10% dos entrevistados acessaram um site bancário com o seu telefone móvel, mas somente 4% concluíram o pagamento por meio do celular. Entre as operações mais realizadas pelo público bancarizado, a consulta de saldos foi a mais citada, respondendo por uma fatia de 15%. "Os resultados confirmam que, atualmente, o tipo de serviço financeiro móvel mais utilizado é o mobile banking em detrimento de pagamentos móveis, que têm baixa adoção, com um número menor de ofertas", confirma a Acision.
Também foi constatada uma diferença de gênero. As transferências bancárias foram feitas mais por homens (19%) do que pelo público feminino (11%), diferença também verificada no acesso ao site do banco (14% para os clientes masculinos contra 7% entre as mulheres).
A consulta de saldos por meio do telefone móvel é um item desconhecido por 57% dos usuários. Outro mito para os entrevistados é a transferência de saldos entre celulares. Uma das explicações é o fato dessa operação ter sido disponibilizada há poucos anos. Mais da metade dos entrevistados (64%) não sabe dizer se a operadora permite transferência de crédito. Somente 15% do público consultado afirmou que a operadora permite o uso dessa alternativa.
Para que os usuários bancarizados adotem o celular como um canal para a realização de serviços financeiros móveis no seu dia a dia, o sistema tem de ser seguro e transparente. Essa é a condição alegada por 69% dos entrevistados. Outras imposições são a não existência de taxa extra para pagar por transação (65%) e a possibilidade de bloqueio imediato no caso de roubo ou perda de celular (64%). "De um total de 18 opções de mobile money, 11 apresentaram alto potencial para a adoção sempre sob o pressuposto de que todos os requisitos definidos pelos usuários serão atendidos", destaca a pesquisa.
Mercado de VAS no Brasil
A telefonia móvel brasileira segue em ritmo de expansão em número de linhas, receitas por serviço de voz, e, principalmente, de serviços de valor adicionado (VAS). O último quesito respondeu por 20% das vendas líquidas dos serviços das operadoras móveis no Brasil. Esse mercado apresentou expansão de 31% entre junho de 2010 e o mesmo mês deste ano. "O crescimento de serviços de valor adicionado está relacionado à adoção dos smartphones, um dos motivos para que as vendas líquidas de terminais por meio de operadoras registrem crescimento de 37%", explica a Acision.
Dos 432,3 milhões de linhas existentes na América do Sul, 220 milhões estão no Brasil. No segundo trimestre de 2011, as vendas líquidas de VAS foram de R$ 2,48 bilhões. O líder dos VAS é a internet móvel, com 50% da receita total, equivalente a R$ 1,248 bilhão de março a junho de 2011. Já as vendas líquidas por SMS foram de R$ 992 milhões no segundo trimestre, alta de 29% rante igual intervalo de 2010, correspondente a 40% do VAS.
Do total de entrevistados na 9ª Edição do Mavam Brasil, cujo tema central foi mobile money, 83% das pessoas ouvidas tinham conta bancária (1.295 casos da amostra que possuem conta bancária), fatia ouvida para as questões relacionadas a banco móvel. No Brasil, aproximadamente 40% da população usa bancos, segundo a GSMA LA Serviços Financeiros Móveis.
Vendas globais da Nestlé crescem 7,3% no ano
Hélio Barboza, da Agência Estado
NOVA YORK - A gigante suíça dos alimentos Nestlé elevou sua projeção para o ano depois de divulgar um aumento de vendas de 7,3% em moeda local durante os primeiros nove meses de 2011. As vendas até o fim de setembro totalizaram 60,89 bilhões de francos suíços (US$ 67,297 bilhões), abaixo da expectativa dos analistas, que era de 61,34 bilhões de francos suíços. A empresa não revela números trimestrais de lucro.
"Para o ano como um todo, a despeito das pressões de custo dos insumos, esperamos um desempenho ligeiramente acima da nossa faixa de 5% a 6% de crescimento orgânico de longo prazo, e continuamos a nos esforçar por uma melhora de margem em moedas constantes", disse o presidente executivo da companhia, Paul Bulcke.
O dado das vendas representou um declínio de 13,5% em relação aos 70,409 bilhões de francos suíços de 2010, quando o resultado ainda incluiu contribuições da empresa de cuidados oculares Alcon, vendida para a Novartis em agosto. Em bases correntes, as vendas declinaram 6,8%, afetadas pela valorização do franco suíço, que chegou a níveis recordes contra o euro e o dólar durante o verão europeu. Desde o fim de setembro do ano passado, o franco ganhou 9,2% contra o euro e 7,6% contra o dólar.
O desempenho da Nestlé foi puxado pelo aumento de volume, que a companhia chama de crescimento real interno, de 4,1% no período, e pelo aumento de preços, que adicionou 3,2%. Todas as regiões registraram aumentos de vendas em moeda local, lideradas pelos mercados emergentes na Ásia, Oceania e África, com expansão de 11,7%.
Nas Américas, porém, o crescimento das vendas continuou no mesmo nível do primeiro semestre, em 5,6%, enquanto o crescimento europeu desacelerou de 4,1% para 3,8% nos primeiros nove meses do ano.
Os analistas descreveram os resultados como um conjunto sólido de dados, embora tenham realçado a desaceleração do crescimento na Europa e na América. Por volta de 5h22 (de Brasília), as ações da Nestlé apresentavam queda de 0,78% na Bolsa de Zurique. As informações são da Dow Jones.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Febraban diz que situação dos bancos brasileiros é melhor que na Europa e EUA
Altamiro Silva Júnior, da Agência Estado
SÃO PAULO - Os bancos brasileiros estão em melhor situação que seu pares europeus e americanos e não devem sofrer os impactos da crise europeia, avalia o presidente executivo da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal. "As instituições financeiras locais estão bem capitalizadas, são sólidas e rentáveis", disse em entrevista à imprensa logo após participar da abertura do 1º Congresso Internacional de Gestão de Risco.
Portugal avalia que os bancos locais não terão dificuldades de se enquadrar às novas normas de capital, chamadas de Basileia 3, e que vão exigir novos aportes de recursos. O presidente da Febraban cita como exemplo que os bancos brasileiros têm índice de Basileia médio de 17%, acima do mínimo exigido pelo Banco Central, de 11%, que já é superior ao pedido pelos reguladores de outros países (8%).
"O Banco Central do Brasil é reconhecido internacionalmente pela sua regulação, isso reduz o risco de uma crise financeira aqui. A crise de 2008 mostrou que uma crise financeira pode ser devastadora para a sociedade, com destruição da riqueza e do emprego", disse ele.
Os bancos locais não devem ter maiores dificuldades de captação de recursos, na avaliação do presidente da Febraban. "Não imagino que a restrição da liquidez internacional vá chegar ao nível de 2008, como ficou após a quebra do Lehman Brothers", disse o executivo. Ele lembra que as autoridades belgas e francesas agiriam rapidamente nas últimas semanas para evitar o colapso do banco Dexia.
No caso de uma piora da situação, Portugal avalia que o Brasil tem armas importantes, como as reservas internacionais de mais de US$ 340 bilhões, e os depósitos compulsórios dos bancos no BC, todos em papéis de alta liquidez. "Isso cria um colchão de reservas significativo."
Varejo não está tão aquecido como no início do ano, diz Luiza
SÃO PAULO -
A diretora presidente da rede de lojas Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, disse hoje que o setor varejista "não está mais tão aquecido" quanto antes, na comparação com a performance de vendas que vinha ocorrendo até o início deste ano. "Desde abril, (as vendas do setor) estão mais normais", disse, após participar de VI Congresso da Micro e Pequena Indústria promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Segundo ela, o Brasil não tem como ficar imune aos efeitos da crise internacional, mas ponderou que o consumo das famílias, puxado pela geração de emprego e renda, vem reduzindo os impactos. Luiza elogiou as medidas do governo de apoio a alguns setores industriais e disse que pode chegar o momento do varejo também receber incentivos. "A indústria precisava ser socorrida primeiro", ressaltou.
Convite
Questionada sobre o convite da presidente Dilma Rousseff para comandar a secretaria da micro e pequena empresa, ela disse que ainda não aceitou, até porque a pasta não foi criada, já que aguarda aprovação pelo Congresso. "Não tenho nem saído muito em razão desse assunto", desconversou.
Segundo ela, entre suas funções atualmente na companhia estão a parte de definição do planejamento estratégico e atendimento aos consumidores nos serviços de SAC. "Continuo trabalhando normalmente, não estou fazendo nada (relacionado) ao ministério", disse. Ela frisou que a parte operacional segue a cargo do superintendente Marcelo Silva.
Mesmo assim, a executiva destacou que entre os problemas enfrentados pelos micro e pequenos empresários esta a falta de acesso ao crédito. "Chegou o momento do micro e pequeno empresário obter financiamento, para investir em tecnologia", disse, acrescentando que estes empresários também necessitam de um melhor assessoramento para a condução dos negócios.