Bem vindos!

No mundo atual é indispensável estarmos conectados, pois vivemos uma época em que a internet ocupa um lugar de destaque em nossas vidas. Através dela podemos interagir estando perto, longe ou muito longe, as distâncias são encurtadadas quando acessamos a rede. Que extraordinária maravilha! Ter a possibilidade de obtermos informações apenas em um um simples clique, não é?




Por esse motivo a Esplendore Comunicação não poderia deixar de estar presente nas redes de relacionamentos, interagindo com os usuários e trazendo informações sobre o nosso seguimento profissional. É um prazer poder saber que você acessou nossos canais de comunição e de repente pode tirar algum proveito das nossas páginas.




Agradecemos pelo seu tempo dedicado a leitura dos conteúdos desse blog, esperamos tê-lo sempre por aqui!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A comunicação de dados mais popular do mundo

Por Carla Peralva

Meio de comunicação de dados mais popular do mundo, mensagens de texto via celular perdem a importância com a web móvel, mas ainda são a porta de entrada para o digital



As mensagens de texto SMS são o meio de comunicação de dados mais popular do mundo, com 79% dos 5,3 bilhões de donos de celulares atualmente usando o serviço.

O parágrafo acima, que apresenta um recente dado da União Internacional de Telecomunicações, tem exatamente 160 caracteres, o máximo comportado por uma mensagem do Serviço de Mensagens Curtas (SMS) e que foi, durante muito tempo, tudo que podia ser enviado de um celular para o outro.


Hoje, a maioria dos aparelhos já divide e recombina a mensagem com letrinhas excedentes, sem que o usuário precise se preocupar com isso. A qualidade do aparelho e da rede disponível também não precisam ser pontos de preocupação: os celulares menos espertinhos e redes 2G já são suficientes para que as SMS sejam enviadas e recebidas.

A facilidade de uso aliada às diversas funções que uma mensagem de texto pode cumprir – marcar um passeio com amigos, fazer denúncias, atualizar redes sociais – tornaram as SMS uma importante peça no cenário das telecomunicações mundiais.

Federico Casalegno, diretor do Laboratório de Experiências Móveis do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), chama atenção para o fato de que essas mensagens são porta de entrada para o mundo digital para populações com baixíssimos índices de conexão e, ao mesmo tempo, um serviço amplamente usado por comunidades altamente conectadas e com acesso a diversas plataformas online.

Até mesmo aqueles que têm smartphone são adeptos. Segundo o instituto Pew Internet, 92% dos usuários usaram mensagens SMS em 2010, contra 84% que acessaram a web pelo aparelho.



Foi então que, este mês, Apple e Samsung, dois grandes players do mercado de smartphones e tablets, resolveram apostar em uma área onde há tempos a Research in Motion (RIM), fabricante do BlackBerry, e alguns desenvolvedores independentes já haviam se metido: mensagens de texto gratuitas via internet. A californiana lançou o iMessage e a sul-coreana, o ChatON.

A chegada das duas marcas ao setor demonstra um movimento que o mundo todo já começou a sentir: a web móvel está passando a oferecer serviços que antes apenas as operadoras de telefonia móvel podiam prover. A compra do Skype pela Microsoft é mais um bom exemplo desta tendência – com o serviço, gratuito, usa-se a banda larga e não o pacote de voz para se fazer o que há de mais natural com um telefone celular: ligar para alguém.

Se, agora, a internet móvel se consolida grande provedora de serviços de mensagens, o sistema de SMS já fez, e ainda faz, o papel de conectar populações. Na falta de aplicativos, mensagens são usadas em diversos países para acessar informações sobre saúde, combater a corrupção, fazer downloads e acessar serviços de bancos.

Mas, na opinião de Gerd Leonhard, estudioso do futuro das mídias digitais, a tendência é que a importância do SMS enquanto tipo de tecnologia caia. Muito. E muito rápido – algo em torno de dois ou três anos em países onde a penetração da banda larga móvel já é alta. Na maioria restante, esse processo também vai acontecer, mas vai levar mais tempo – aproximadamente cinco anos. “As coisas já não são como antes. As SMS estão aguentando firme, mas em dois anos as operadoras verão uma queda muito forte na receita gerada por elas”, diz.

De 2009 para cá, segundo Samuel Rodrigues, analista de telecomunicações da IDC, houve um crescimento, ainda que não linear, no uso das mensagens SMS no Brasil. No mesmo período, também houve um forte aumento no acesso móvel à web: se no segundo trimestre deste ano tínhamos 2 milhões de pacotes de dados comprados, a expectativa é que até o final do ano esse número tenha dobrado.

Flávio Ferreira, gerente de marketing da Tim, operadora que possui planos ilimitados de mesmo preço tanto para internet móvel como para mensagens de texto (veja quadro com planos das operadoras na pág. 2), acredita que ainda existe espaço para o SMS crescer no Brasil, uma vez que o uso da internet para funções de voz e mensagens ainda é uma ferramenta de nicho no País.

Complementar. A tendência, diz Leonhard, é que as plataformas convivam e se complementem ainda por alguns anos. Rodrigues também aposta nisso e acrescenta que, no Brasil, “a internet móvel ainda não é um inibidor ou uma ameaça ferrenha ao SMS. Em 2012, ela vai começar a incomodar bastante, mas ainda serão tecnologias complementares. E as operadoras brasileiras estão cientes dessa mudança de demanda e estão se preparando”.

Dentro de comunidades muito conectadas, as SMS acumulam uma função muito específica: continuar e integrar conversas começadas em outros ambientes, como um chat online, por exemplo. Quem ressalta esse comportamento é Vidya Setlur, responsável por uma pesquisa feita pelo Nokia Research Lab que analisou os padrões comportamentais e o conteúdo das mais de 53 mil mensagens enviadas por 70 universitários norte-americanos monitorados durante quatro meses.

Tanto Leonhard quanto Setlur acreditam que o futuro das mensagens de texto – e de outras formas de compartilhamento multimídia – será o de serviços mais integrados, com interfaces onde não importe por qual meio a mensagem é enviada. A ideia é que os usuários se preocupem menos com a tecnologia usada e tenham mais facilidade para escolher, na hora do envio, o melhor canal a ser utilizado, ficando mais fácil gerir conversas entre diversas plataformas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário